sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É hora de crescer...


Crescer dói.
Dói demais.
Demorei tanto pra me atentar à isso! Mas, o fato é que dói.
Dói porque a gente estica.
Dói porque a gente começa a bater a cabeça em algumas arestas da própria vida.
Dói porque, à medida que se cresce, a gente tem que vir pra fora, porque aqui dentro começa a ficar pequeno.
A gente começa a ter que aprender a alçar vôos, arregaçar as mangas e as calças e meter a mão na massa e os pés do chão.
Dói porque a gente começa a perceber que a dor que doía no Oriente Médio, no Vietnã ou sei lá aonde, bateu na porta do seu vizinho, e portanto está a um passo de bater na sua também.
Dói porque os curtos caminhos de flores que atravessamos, já ficaram pra trás, e voltar é impossível.
Dói mais ainda olhar pra frente e perceber que vai doer pisar naquelas pedrinhas pontiagudas, vai doer se deparar com alguns caminhos escuros, vai doer ter que passar por alguns trechos de joelhos, e vai sair sangue, e vai doer mais ainda ver o sangue escorrendo de mim e dos outros que estiverem passando comigo.
Dói, sabe?
Depois de certo tempo, passa o dia inteiro, a semana inteira, o mês inteiro doendo.
A gente até se acostuma com a tal. Até que venha outra maior e devore a menor. E quando aparece uma maior que a menor, a gente compara e até faz pouco, sorri com desdém... mas é dor; melhor deixá-la quieta, pequenina do jeito que é, pequenina como julgo eu. Ora aparece uma dor lancinante, ora uma dor mais amena, ora uma dor inconsciente, ora uma dor sem limites... Dores que nos roubam a felicidade por algum tempo ou dores que não conseguem furtar-nos os bons momentos. Ainda assim, não importa. Doem.
Crescer dói.
Dói porque à medida que a gente cresce nossas fragilidades começam a vazar, nossos limites começam a aparecer, nossa carne perde a capacidade de cicatrizar como outrora.
Dói porque agora, quase nada começa a passar despercebido.
Dói porque a partir de agora, a velocidade das coisas passa a ser exorbitante; e tudo passa pela gente, mas nem tudo a gente consegue agarrar.
Dói porque, você agora precisa decidir o que fazer, comer, beber, dizer; o que antes faziam por você.
Dói porque, você precisa escolher, ahh... e como doí escolher. As escolhas determinarão a sua vida, sua história, seu caminhar.
Dói porque, você acaba de descobrir que tudo esta errado e que agora é você que precisa organizar a bagunça.
Dói porque, dentre essas coisas que passam, tem coisa que acaba golpeando a gente... E aí, dói de novo...!
Crescer requer cuidado, preparo.
Requer aceitação, maturidade.
Crescer é doloroso.
Mas sei que é um processo necessário... é preciso ser provado no fogo. Ninguém prometeu que seria fácil.
Hoje, se eu bem soubesse (e pudesse), eu juro: acho que teria ficado quietinha na barriga da minha mãe...


Camila Vieira

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Atrite-se



Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado. Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência
e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor... Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR.
DEUS deu a cada um de nós essa capacidade, de AMAR... Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.

Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o AMOR.
E sem ele a VIDA não tem significado.


(Lindo!)



Camila vieira

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

(JC)


Você vai aprender, filho....
Que a intensidade pode roubar você de si mesmo.
Que é preciso leveza para se pertencer.
Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar.
Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos.
E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades.
Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado.
E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo.
Talvez você leve meia vida para isso. Talvez mais, como eu...
Mas até lá, olha que sorte: eu vou estar segurando a sua mão.
(JC)
Camila Vieira

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Desencontros


Como entender duas retas paralelas era a questão!
Retas paralelas são iguais...
Têm uma origem e um fim no infinito...
Mas nunca se encontram...
Nunca se cruzam...
Nunca formam laço...
Será que um dia ele terá aquele abraço?
Incrível ela ter se identificado assim com alguém
Mesmo vendo nele o espelho de suas ações
Mesmo assim, as ações dele eram contrárias as suas
Que em vez de aproximá-los os distanciava
A ponto de deixar nela só a lembrança
Mas que vida sem esperança...
E a saudade de tê-lo se transforma na dor da ausência
Que passava a proucurar sem achar
No fim de tudo ela saberia...
Passar por isso era a sua penitência.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Depende do ponto de vista

A opinião no ser humano é uma realidade de caráter pessoal e subjetivo, a qual expressa um determinado foco de visão a respeito de uma situação e um julgamento particularizado que brota de tal concepção. Isso nos remete a uma importante reflexão que nos leva a compreender cada pessoa em si como um aglomerado de conceitos, valores, crenças e percepções, que, muitas vezes se constituem como o que são devido às influências e tendências recebidas ao longo da vida.
Como diz o ditado: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto", é a compreensão da realidade a partir de um jeito de enxergar a vida, um jeito que muitas vezes pode portar excessos e ausências, influências e determinismos, os quais podem afugentar a verdade de tal percepção.

Diante disso, quando se caminha no território da emissão de juízos e opiniões, todo cuidado é pouco, pois, muitas vezes, o ser é acorrentado (tolhido de ser o que é) e oprimido por juízos repletos de inverdades, que têm a pretensão de existir como verdade absoluta.

É preciso compreender que "o meu jeito" de pensar não é o único nem o melhor, que a verdade não está toda comigo e que tenho sempre algo a aprender como outras pessoas. É doentia a pretensão de acreditar que nossa maneira de compreender as coisas tem de ser a regra para todos, pois, assim correremos o risco de não desejar o melhor para as pessoas, mas, de exigir que elas sejam do nosso jeito e vivam como nossas cópias.

Há quem creia que seus juízos – a respeito da vida e dos outros – sejam a única e absoluta verdade, assim como existe quem compreende que tem o direito de "vomitar" nos outros o que não gosta (ou melhor: o que não se encaixa na sua idéia do que seja a perfeição) em nome de uma falsa sinceridade... Pois há quem diga: "Eu falo o que penso a respeito dos outros, sou sincero..." Porém, a respeito disso lanço a seguinte reflexão:
Será que o que este pensa é a plena verdade?
Será que ele não deseja que o outro se torne escravo das suas concepções a respeito do que seja o certo?
Será que este se recorda de que – quando se fala o que se pensa – é preciso estar preparado para ouvir o que o outro pensa?
Nem todos nos vêem com bons olhos, nem por isso têm o direito de nos sufocar em seu "ponto de vista" a respeito do que seja o melhor, e isso, muitas vezes, em virtude de uma antipatia.
Existe uma grande diferença entre sinceridade e ausência de educação, pois, não se pode destruir alguém apenas porque não se identifica com o seu jeito de ser. Nem tudo o que eu não gosto no outro tenho de "despejar" sobre ele, pois, com certeza, também existem em mim coisas de que ele não gosta, e que talvez, por educação, não as verbalize.
A pessoa humana é sagrada, é obra-prima do Criador. É preciso entendê-las compreendendo-as a partir do que são, abrindo mão dos próprios conceitos e julgamentos para que elas possam existir livres de nossas conceituações.
Toda realidade conceituada é, de uma maneira ou de outra, aprisionada. É necessário libertar o ser humano para que – no território da liberdade, no qual o conceito é o amor e o respeito pelo ser – este possa acontecer em sua essência sendo o que é segundo o que Deus o fez, e não segundo o que os outros gostariam que fosse.
Para que a opinião e o conceito sejam libertação e não prisão, é preciso que nossa maneira de enxergar a vida e as pessoas esteja repleta de amor e compreensão, próprios e reais no olhar quando o coração se compreende fraco e também necessitado de um auxílio superior, de um Pai em comum que ama a todos e aceita a cada um sua verdade e fraqueza, fazendo-nos assim também amar e compreender.
Que o olhar seja ávido de crença no ser e que a vida se perpetue na esperança que nos leva a enxergar além das aparências. Essa, sem dúvida alguma, é uma rica e bela possibilidade para que a vida seja melhor.

Sem mais
Camila Vieira
fonte: Canção Nova - Formação - Adriano Zandoná.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

De volta...

“Pelo que vale, nunca é tarde demais. Ou no meu caso, cedo demais. Seja aquilo que quiser ser. Não há limites de tempo. Pode começar quando quiser. Pode mudar ou ficar na mesma. Não há regras para isso. Pode escolher o melhor ou o pior da vida. Espero que escolha o melhor da vida. Espero que veja coisas que a surpreenda. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes pontos de vista. E espero que viva uma vida da qual se orgulhe. E se pensar que é capaz, espero que tenha força "Para começar de novo". ”
(Trecho de uma das Narrativas de Benjamin )
Do filme - O curioso caso de Benjamin Button "ta certo que eu dormi um pouquinho no cinema, talvez eu não estivesse preparada para tanto tempo de filme assim mas o fato é que esse trecho marcou...


...Eu voltei, agora pra ficar...
Saudades de tudo isso aqui.

Camila Vieira =)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Feliz 2009!


Para pobres e ricos.
Para os que choram e os que riem.
Para os que crêem e os que não crêem.
Para os bons e para os maus.
Esperança de dias melhores.
Dias de mais paz, que violência.
Dias de mais sorrisos, que lágrimas.
Dias de mais fé, que desconfiança.
Dias de mais amor, que ódio.
Dias de mais amizade, que inimizade.
Dias de mais sinceridade, que hipocrisia.
Dias de mais ações, que discursos.
Um ano termina e outro começa
Ter esperança parece utopia
Mas como seriam os nossos dias sem esperar e acreditar num Mundo Melhor?
É chegada a hora.
2008 ficou para trás.
Os olhos voltam a brilhar.
As forças parecem se renovar.
A esperança novamente toma conta do coração.
E o que desejar neste novo ano?
Tudo o que possa me fazer feliz.
Muita paz, presença de Deus, amizades verdadeiras.
Este é o meu ano e o seu também.
Tome posse da sua vida e aproveite o momento para realizar os sonhos, e renovar outros tantos. E acredite... 2009 está em suas mãos.
Muitos momentos felizes a você!
Sejamos melhores para termos dias melhores!
Feliz 2009!

Camila Vieira

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Enfim... Férias...

A mala está "quase" pronta... Estou na contagem regressiva... Férias mais que merecida. É hora de viajar.
No coração o desejo de levar comigo todas as pessoas que fizeram desse ano um ano melhor, pessoas que contribuiram direta ou indiretamente para que o meu caminho fosse fortalecido, amigos que chegaram, amigos que se foram, amores...
Ahh... dá saudade do tempo em que as férias não eram tão necessárias, porque você sempre as tinha. Mas é assim mesmo, um dia acontece, e a gente tem que crescer...
Mas um ano se passou...
Essa semana li uma história...
A história de uma família que fez uma festa para o batizado do filho. Casa cheia, muitos convidados. Depois que todos finalmente se acalmaram, lembraram enfim de procurar o bebê para receber os cumprimentos junto com os pais, porém para surpresa de todos o bebê não foi encontrado. Todos ficaram estarrecidos, colocoram-se a procurar o bebê em todos os cômodos, quando finalmente o encontraram debaixo de uma pilha de casacos que os convidados deixaram ao chegar. No final, o autor do texto comparava o fato com a comemoração do Natal.
Quantas árvores de natal, papai noel, pisca-piscas, escondem o verdadeiro sentido do nascimento?
Nós sufocamos o bebê.
Sufocamos com a nossa correria, com o consumismo, com ostentação, com a aparência. Compramos roupas e sapatos que talvez nem voltem a ser usados novamente. Preparamos mais comida do que a família pode consumir. Enquanto isso, alguns ficam com o que sobrou. A roupa que saiu da moda, a roupa que ficou gasta, a roupa que não agrada mais o dono. O quilo de alimento doado em meio a reclamações e má vontade, a cesta básica que alguém lembrou de doar, a comida que sobrou da ceia. O que não serve para nós enche tantos corações de alegria.
O dono da festa ensinou diferente...
Que possamos então compreender tudo o que ELE nos ensina... Ser presente para os outros. Desejo a você que passa por aqui, mesmo quem faz uma visitinha silenciosa, que Jesus esteja presente, no centro da tua vida e que você aprenda com Ele a ser presente no mundo e para o mundo. Feliz Natal e uma semana abençoada pelo Menino Jesus!
Que o ano de 2009 seja de grandes realizações.
Até 2009...
Que DEUS os abençoe infinitamente.
São os sinceros votos de:
CAMILA VIEIRA.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

"Eu Te Amo"


Não há como contabilizar quantas vezes eu já disse “eu te amo”!
Inúmeras…
Também não dá pra voltar atrás e apagar algumas dessas vezes. A gente se confunde, é verdade. Sempre o mesmo estágio confuso entre o amar e estar apaixonado. Mas a verdade continua sendo a mesma.
"Eu te amo", é provavelmente a frase que as mulheres (e homens, porque não?) mais gostam de ouvir ou dizer, mais até do que elogios de ordem física ou fashion, acreditem!
Eu te amo. Me diga isso e ganhe à principio, metade de mim ou algum passe para me levar inteira. Se não ganhar, certamente abriu meus olhos para alguma escolha; o que já é muito e valioso!
“Eu te amo” é uma rasteira perto do escudo que erguemos e protegemos nossos medos, nossos traumas, nossas lembranças cinzas sobre relacionamentos que não deram certo. É o ” eu te amo” que te eleva ao topo dos que valem a pena, pai de nossos filhos e quem sabe aquele a dividir o banquinho do asilo, se assim houver! Antes dela, use a certeza e a sensibilidade - o que não se aprende - emoção, sabe?
Você há de entender a hora certa, porque amor é o melhor que há em você. Portanto, se ele (o amor) te habita, não há como não enxergá-lo aí dentro, fazendo mudanças, abrindo portas e olhos, modificando comportamentos ou dando impulso as suas ações. Algo importante: pense no "eu te amo" como uma extensão do que esse amor é na prática. Isto é, a pessoa para quem você diz eu te amo, se sente assim- amado?? Eu não acredito que esse sentimento pertença aqueles que estão sentados em seus muros ou aqueles que vão e vem. E não acredito que algo barato e simples substitua o que você sente ou seja em vão.
Então, se frases podem ser apenas frases, cuidado com essa!
Não ouse brincar ou usá-la em uma conquista barata ou como justificativa para suas falhas. Porque o mesmo grau do poder que ela tem em ser maior, em fazer mudanças de elefante numa vida , ela tem em devastar - e nenhuma desculpa barata conserta esse tipo de estrago - pode ser eterno. Muito se discute a respeito da banalização do "eu te amo". Penso que é simples. Banalização está ligada ao fato do dizer sem sentir-Exceto isso, abuse. Quisera eu morrer em uma overdose de ” eu te amo” - ! Ouse, inove e também pratique ser o mesmo todos os dias, afinal, se amar é descobrir como reinventar a rotina, isso deve incluir o ” eu te amo” de todos os dias, não é mesmo?! Sobre a inutilidade do “eu te amo” e o medo da rejeição?? Arrependa-se daquilo que não fez. Jamais existirá em cada possibilidade de sentimento seu, algum outro mais importante ou que te faça mais belo e melhor, do que o AMOR. E não existe nada de feio ou de jogado fora. É que geralmente só o futuro te faz dar conta do crescimento ou do aprendizado. Inútil mesmo, é não saber nada sobre vitórias e derrotas e não compreender que em todas elas (vitórias e derrotas) existe um ato de amor que já vale por si mesmo.
A propósito, você já disse ” eu te amo” hoje?


Sempre FABI...
Mas uma vez o texto dela fala por mim.


Camila Vieira

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Re(começar)


Há tempos venho pensando na necessidade que cada um de nós carrega de ser feliz, e da diversidade de focos de felicidade que variam de pessoa para pessoa. Algumas pessoas colocam sua felicidade na aquisição de bens materiais: carros, roupas, eletrônicos; outras no dinheiro em si; outras ainda, em status e fama; algumas em um amor para a vida toda ou em filhos e família; e há também quem se contente apenas em ter sucesso profissional.
Eu adoro analisar essa palavrinha tão complicada e ao mesmo tempo tão desejada por todos nós. FELICIDADE !!!
Antes de mais nada, gostaria de dizer que felicidade para mim é sinônimo de equilíbrio e principalmente um estado de espírito. Não há felicidade se não existe homogeneidade em nossa vida. Metas descompensadas, exageros e ausências, nada disso tem haver com ser feliz. A homeostase é o segredo para ser feliz. Um pouco de cada coisa, tudo em seu lugar certo, e então a plenitude se instala.
E porque não pensar em ser feliz hoje? Já que estamos a menos de um mês para o “ANO NOVO”.
A cada dia Deus nos da a oportunidade de sermos melhores, e como estamos as vésperas das festas de fim de ano, que tal Re (começarmos).
Semana passada eu vivi uma situação conflitante a respeito de um comentário feito sobre minha pessoa. Eu sei que eu não vou conseguir agradar a todos e nem quero, afinal de contas esse nunca foi o meu objetivo. Na realidade eu quero é agradecer pelo comentário, pois ele me ajudou muito. Melhor seria se todos pensassem assim, se reconstruíssem em cima de palavras e comentários não tão edificantes.
Sartre já nos dizia: O importante não é aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com aquilo que fizeram de nós. Eu reutilizo as palavras dele e digo: O importante não é o que FALAM de nós, mas o que fazemos com aquilo que FALAM de nós.
De inicio eu fiquei muito triste afinal de contas era algo que eu não esperava. Fui pra aula de psicanálise e no decorrer do assunto a minha querida professora nos disse que quem precisa de análise são as pessoas que se sentem incomodadas com os comentários e não as pessoas que comentam tais fatos, para elas a vida continua e elas pouco se importam com você.
Ainda bem que eu já faço...
Achei interessante perceber que existem discrepâncias nos pensamentos e sentimentos de cada ser humano. Que aquilo que eu julgo ser o melhor pra mim nem sempre é o melhor pra o outro. Que cada um traz em si suas necessidades, suas metas, suas vocações, e mais ainda, que cada um pode estabelecer a sua felicidade como queira.
Falo de “re(começar)” porque a nossa vida é feita de tentativas. Acho que é exatamente isso que a gente deve fazer. Sem medo, sobretudo do que os outros vão falar ou pensar.
“O meu alento é saber que minha salvação não depende do que você acha de mim, mas sim, do que Deus sabe ao meu respeito!"
Perde tempo quem pára no tempo. Quem passa a vida reclamando, mas não faz nada para melhorar a vida. Quem odeia o trabalho que tem, mas mesmo assim permanece nele, pior ainda, fazendo o trabalho mal feito. Perde tempo quem passa os dias falando da vida alheia. Perde tempo quem não anda pra frente. Perde tempo quem passa a vida infeliz porque nunca teve coragem de buscar a felicidade, seja lá o que significa isso para tal pessoa.
Terminar um namoro que não dava certo, mudar de cidade, de emprego, de curso na faculdade, mudar de casa, de bairro, talvez, trocar a decoração da casa... enfim! Vale a pena tudo isso para tentar ser feliz.
Hoje temos uma grande oportunidade de mudarmos o rumo de nossas vidas. Lembre-se que os sonhos não envelhecem.
Recomeçar sempre... tenho aprendido que é no sofrimento que amadurecemos, o sofrimento nos leva ao caos mas nos impulsiona a seguir em frente sem jamais desistir. O sofrimento é necessário eis ai uma felicidade incubada.
Os planos e metas para 2009 já estão descritos no meu caderninho. Tudo aquilo que não consegui realizar neste ano passa agora para o ano seguinte só que agora tudo terá prazo de validade cansei de carregar fardos. Porém continuo em CoNsTrUçÃo....
Que venha 2000inove.
Camila Vieira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sentimento de realização...

É exatamente assim que me encontro.
Depois de meses trabalhando para que tudo ocorresse bem, esse final de semana, aconteceu o VII Congresso PHN.

E o que vim declarar aqui, é o meu sentimento de realização por TUDO o que lá aconteceu...

Fiquei anestesiada, na realidade ainda estou, anestesiada em ver o quanto o Senhor fez naquele lugar, o quanto Ele foi providente, o quanto Ele foi FIEL, e o que é melhor, o quanto Ele falou comigo de diferentes formas. Confesso que ainda não havia me emocionado tanto com um evento nosso, quanto o desse fds, parecia que eu estava no céu.
Apesar do corre-corre e de alguns momentos tensos, tudo foi válido e necessário. Os meses de trabalho, os estresses em seus mais variados estilos, as noites de sono, a ansiedade, o desespero, a insegurança, a confiança em um DEUS que tudo pode, as reuniões, as preocupações, as dúvidas, a força de vontade de muitos, o empenho de outros, a companhia, o apoio, o sacrifício e diga-se de passagem... que Sacrifício!!! os jejuns, o domingo, a sexta, a madrugada... enfim... tudo contribuiu para que esse fim de semana ficasse selado.

Como Deus é fiel, fiquei pensando, o quanto é maravilhoso ser de DEUS, ainda bem que voltei ao meu lugar e acreditem, essa foi a maior de todas as certezas, a certeza de que É ISSO... de que é aqui que o SENHOR quer que eu esteja, a certeza de que nada e nem ninguém me separará desse amor, a certeza de que esse carisma está no meu sangue, a certeza de que Deus cumpre as suas promessas, a certeza de que temos uma Mãe que jamais nos abandona e vive a Interceder por nós, a certeza de que adorar ao SENHOR no Santíssimo Sacramento do Altar é mérito nosso, a certeza de que a Eucaristia é verdadeiramente o Senhor que se dá em Corpo e Sangue - Alma e Divindade, a certeza de que o tempo que passei longe foi necessário para que hoje eu pudesse testemunhar esse amor INCONDICIONAL que Ele tem por mim, a certeza de que DEUS existe e jamais nos abandonará, a certeza da minha vocação e da minha missão... certezas essas que não se acabam, certezas que não tem fim, certezas cobertas de imperfeições e que mesmo assim não deixam de existir por uma razão bem simples, DEUS existe e jamais desistirá de mim, por que Ele é AMOR e Ele tornará todas as certezas perfeitas.

Sabe aquela sensação de que todas as metades ficaram completas, todos vazios foram preenchidos, todo sentimento de solidão de repente desapareceu para nunca mais voltar !?
É assim que me sinto. LIVRE!!!
Quanto perdão foi realizado, quantas curas, quantas libertações, quantos testemunhos, orações...
Realmente as palavras são pobres para definir esse sentimento...
Valeu a pena, todo o cansaço físico, emocional, "espiritual", para que no fim pudéssemos compreender a graça de DEUS naquele lugar.
Eu jamais, em momento algum tinha sentido esse Amor Incondicional de Deus por nós, e quando eu falo desse Amor Incondicional, eu falo da intencidade na qual aconteceu, falo de como Deus realmente foi providente, como Deus realmente foi Fiel. Todas as orações, visualizações, palavras de confirmação de que tudo estava pronto, e nós ainda assim nos preocupamos, mas acredito que tudo isso realmente foi para que o PHN fosse realizado primeiro em nós, para que a nossa fé aumentasse e para que jamais voltassemos a duvidar que o DEUS em que acreditamos é um DEUS QUE TUDO PODE.
As confirmações foram claras, visíveis, Ele usou o Pe. Vandilson para nos dizer isso:
- Eu posso ver a mão de Deus sobre essa comunidade.
- O ano de 2009 será o ano da graça.
- O ano da Vocação.
- COMUNIDADE HALLEL confiem em Mim.
Não sei mais o que dizer, faltam palavras, tamanha foi a graça de estar la. Sei que o Senhor nos renovou e é nessa certeza que hoje quero dizer um SIM. com um ponto final pois essa é a minha ultima resposta... Eu ACEITO essa obra do Céu.
AQUI É MEU LUGAR e isso é fato.
E mesmo que hoje eu esteja rouca, "cansada", com dor na costa e no braço, valeu a pena, pois sei que dei o melhor de mim e todo e qualquer sacrifício foi válido. DEUS É FIEL e eu sou APAIXONADA por Ele!!!

Tenho certeza de que o SOM E VIDA foi cantando como o Hino Nacional.

...Sabem o que é isso ???

AMOR...
AMOR que não se cansa de AMAR... Não tenho como fugir. Sei que ainda não deixei todas as lágrimas rolarem e que daqui a pouco não vou conseguir controlá-las mas, se chorar já faz bem para alma, imaginem chorar por amor, por sentir-se Feliz e Realizada...

Eu não posso negar que esse PHN me deixou mais santa.

Não podia ter sido melhor.

Obrigada SENHOR por TUDO!
I LOVE YOU =)

Sem mais
Camila Vieira

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Quem sou eu?


Quem sou eu?
Eu vivo pra saber.
Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo.
Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou.
Partes que se complementam.O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.Vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim.
Uma manchete de jornal, um comentário na internet, ou até mesmo um email que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou. Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias que vivemos. O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano.
Tudo é vida a nos provocar reações. Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento. Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam.
Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias. Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial.
Regra simples, mas aprendizado duro. Mas ninguém nos prometeu que seria fácil.
Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado neste processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.

(Padre Fábio de Melo)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Escrever

Escrever é um processo de catarse e libertação. É como se as palavras fossem uma válvula de escape para sentimentos que nos aprisionam e paralisam emocionalmente. É uma espécie de fuga e de (re) encontro com nosso eu mais profundo e particular. É como arrumar a casa e se livrar de objetos sem utilidade, de móveis que nem mesmo enfeitam, mas enfeiam. Eu sinto como se cada vez que escrevesse me fosse ofertada a benção de uma epifania que me revela tudo o que eu preciso saber que me fornece respostas de perguntas que nem mesmo eu sabia que estavam ali a espreitar-me. Quem sabe seja até uma terapia que nos apresenta o real tamanho do monstro que vez por outra se instala em nosso armário.
Bom findi
Camila Vieira

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

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"Hoje eu não sei dizer. Só sei sentir. Há dias em que as palavras não são capazes de traduzir o sentimento. E por isso a solidão se instaura. A sensação de estar só é a mesma de não saber dizer. Talvez seja por isso que só as pessoas que verdadeiramente se amam são capazes de suportar o silêncio... Ficar calado é uma forma de dizer sem conceituar. Os conceitos são formulações fáceis, o silêncio não. Descobrir o que o silêncio diz requer maestria, observação minuciosa. É bom não saber dizer... Bom mesmo é ser compreendido, mesmo quando não sabemos dizer...”


(Será que é tão difícil você entender isso?)