terça-feira, 28 de abril de 2009

Vamos tentar?

A verdade é que a vida tem pedido tanto de nós, e de forma tão exigente, que não nos damos mais a oportunidade de não saber o que fazer. É uma obrigação, até certo ponto ridícula, precisar sempre ter uma resposta pronta para tudo o que nos cerca e pede solução.
Minha sugestão é que – pelo menos por hoje – você tenha a coragem de dizer o que não sabe; que você diga que vai pensar melhor, estudar, refletir, compreender o que é melhor e que, somente depois, poderá dizer alguma coisa!


Ricardo sá

terça-feira, 14 de abril de 2009

I Congresso Jovem

VOCÊ NÃO PODE PERDER!!!

domingo, 12 de abril de 2009

Ressurreição


...Porque Ele vive eu posso crer no amanhã porque Ele vive, temor não há...


Com Deus até o fim, mesmo sem entender (Comunidade Beatitudes)

A razão da nossa fé é a Ressurreição de Jesus. Assim nos diz São Paulo: "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé." (I Cor 15,14). A Páscoa sempre nos lembra passagem, mudança, renovação... Eis um momento propício para ressuscitar um homem novo. Essa semana refletindo sobre a Ressurreição de Jesus eu me lembrei de uma outra ressurreição: A de Lázaro. Lendo o episódio, fiz algumas reflexões.
Aquele homem, amigo de Jesus, estava morto há quatro dias, cheirava mal e tanto para suas irmãs quanto para aquele povo era o fim, não tinha mais jeito.
Talvez estejamos como Lázaro dentro de um sepulcro: desânimo, enfermidade, depressão, tristeza, etc e etc. Pode ser que não seja você, mas alguém amado. Humanamente falando não vemos jeito nem saída ou até vemos, mas não fazemos a mínima ideia de como chegar lá.
Hoje Jesus vem vivo, ressuscitado, nos chamar: Camila "Vem para fora! Sai desse sepulcro!" Ele chama pelo seu nome. Vem para Fora!
Se obedecermos a voz de Jesus, como fez Lázaro, poderemos então sair, no início ainda amarrados com as preocupações, inseguranças e descrenças, mas quando finalmente encontrarmos o olhar de Jesus poderemos segurar na mão dEle e seguir.
Este é o chamado de Jesus para nós, mesmo que nem nós acreditemos, Ele acredita, Ele sabe, Ele confia. Gosto muito de uma música do Padre Zezinho que diz assim: "Deus espera em mim mais do que eu espero nEle, Deus me ama. Deus confia em mim mais do que eu confio nEle, Deus me ama." Deus não espera e confia em vão. Ele conhece as nossas potencialidades, ainda que insistamos em enxergar apenas as fragilidades. Nesta Páscoa, quero dizer pra você: Deus te chama porque Ele confia e espera. Mortos, cansados, desanimados ou até mesmo "podres" Ele não desiste, pois tem vida nova e plena pra nos dar, tem obra nova a realizar.
Penso que todo o meu sacrifício foi válido, quanto eu esperei por esse domingo =)...
Acredito que esses quarentas dias me deixaram mais forte, mais humana, mais realista e mais consciente, sei ainda que muito preciso fazer para ser melhor para o meu Senhor, mas chegar hoje no domingo da Ressurreição é uma realização pessoal, uma sensação de "dever" cumprido, Missão cumprida. Eu consegui!!! Confesso que não foi fácil, foi desgastante, foi doloroso, senti-me verdadeiramente em um deserto por várias vezes, fui tentada, fui chamada de fraca, me disseram que eu não iria conseguir, era muita penitência... Mas eu venci e acreditem, foi Lindo!!!
Da até uma sensação de quero mais... Os sofrimentos em DEUS são sempre prazerosos.

Obrigada Senhor por tudo que Tu realizas em Mim.
Desejo que hoje de maneira muito especial, no dia da Ressurreição de Nosso Senhor, possamos escutar a voz dEle e fazer a sua Santa Vontade, que nos desliguemos de tudo que nos prende e nos afasta de seu amor.

Abraços e uma semana renovada pelo Ressuscitado!

...Mais eu só sei que o meu futuro, está nas mãos do meu Senhor que VIVO está...

Beijos de chocolate
Caca =)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sexta Feira Santa


As sombras da sexta são passageiras.
O sofrimento não é o último objetivo do mistério da Encarnação. Jesus morreu na cruz porque não poderia voltar atrás, dizer que não curou, dizer que não amou as prostitutas, que lhes perdoou os pecados...
Aqueles que condenaram Jesus foram legalistas, não conseguiram interpretar as leis. Fizeram o que a lei mandava. Quando penso no sacrifício da sexta só o posso entender a partir das alegrias do domingo. Não há significado no sofrimento senão na relação com a redenção que ele nos traz.
Sofrimento por ele mesmo não serve pra nada, é masoquismo.
Sofrimento na perspectiva da superação dos limites é sabedoria.
O poeta nos ajuda a entender isso quando ele nos diz: "A paixão do momento não vale o inferno de uma vida inteira" Ele tem razão. Nem sempre o sacrifício é fácil. Tememos a dor que ele nos trará. E então passamos a preferir as dores homeopáticas, aquelas que chegam em pequenas partes, e por isso que doem a vida inteira, justamente porque não tivemos a coragem do sacrifício daquela hora. Terminar um relacionamento que nos escraviza, dizer não as drogas que nos entorpece, pedir perdão, reconhecer que erramos... Tudo isso são dores momentâneas que costumamos evitar. Com isso, o calvário se estende no tempo, e nossa vida se torna uma eterna sexta feira da paixão. Tudo é uma questão de escolha. Quem não tem coragem de viver o sacrifício do momento não poderá colher a alegria que se estende pela vida inteira.
Desejo hoje que o sacrifício de Jesus lhe revele mais que um momento de dor sem sentido. E que o calvário seja enxergado sempre à luz do sepulcro vazio. Ele fica mais bonito, menos tenebroso..." (Pe. Fábio de Melo)
Nenhum de nossos sofrimentos, poderá se comparar ao sacrificio do Senhor na cruz.

...Foi por ti, porque EU TE AMO
ninguém te ama, como eu...

Senhor, neste dia eu te peço com todas as forças:
Pela sua dolorosa Paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro!

Que Jesus possa ressuscitar em nossos corações, em nossa vida, em nossa história.
Uma Feliz e Santa Páscoa!


Camila Vieira

quarta-feira, 1 de abril de 2009

=)

Saudades de tudo isso...
Sem tempo =/
Fiquem bem.
Um beijo
=*

Caca


segunda-feira, 16 de março de 2009

Toda verdade...


Toda verdade dita sem amor
É como uma flecha que só causa dor
Vai machucando sem ter permissão
Vai suportando um outro coração
Quem ama espera a hora de falar
Não se apressa e sabe ponderar
Sempre há um lado que não é o seu
Que sempre revela o que ainda não cresceu
Nós nascemos pro amor... Pro amor nós vamos voltar
Quem se respeita sabe respeitar
Começa em si esse tal dom de amar
Tudo o que fazes com teu coração
É o que ofereces para o teu irmão
Estende a mão a quem te respeitar
E o teu coração a quem não te amar
É um segredo que te põe de pé
A humildade só te dá mais fé
Espera aquele que ainda não chegou
E aprende com outro que já semeou
Cada pessoa tem o seu lugar
O inferno começa no se comparar
(Ziza Fernandes)

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas o que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras. Amém!"

Sem mais
Camila vieira
Os meus problemas, geralmente tomam a proporção que eu dou, porque aquela é a forma com a qual eu os enxergo. Não são os nossos problemas, as nossas dores que nos fazem sofrer, mas a maneira com a qual enxergamo-as. Tudo depende do foco que damos à elas. Olhar por outro ângulo (ou outros ângulos) seria outra forma de interpretação. Para isso, é necessário usar óculos na alma. Facilita o processo de olhar e compreender, não só a minha vida e os meus sofrimentos, mas a vida e o sofrimento daqueles que me cercam também.
Usar óculos na alma é reconciliar os contrários, é perceber que tudo tem dois lados, inclusive aquela situação que me faz sofrer. É adquirir capacidade de enxergar os mínimos detalhes, e a partir deles tecer conlclusões e até possíveis soluções. É ter sensibilidade suficiente para perceber que nem tudo que me desagrada serve para me levar para baixo, mas pode muito bem servir de escada para meu crescimento e amadurecimento como ser humano. Hoje eu percebo como é fácil tentar corrigir um problema visual, do ponto de vista físico, e assim, enxergar de outra forma, eu diria, mais “perfeita”, mas o quão é difícil enxergar com a alma. E, hoje, eu acordei disposta a comprar óculos para a minha alma... e você?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Seguindo em frente

“Quem busca um objetivo e se comove em sua direção, perceberá do que é capaz”
Que DEUS lhe dê forças para jamais desistir.
Boa sorte!
Camila Vieira

terça-feira, 10 de março de 2009

...

É porque não é com você. Porque tudo depende de você se colocar no lugar do outro.
Mas, bem que esse lance de se colocar no lugar do outro anda meio piegas no mundo, hoje.
É aquela velha história que o Pe. Fábio cita direto: tratam-se de olhares rápidos, de análises superficiais... da ausência de sensibilidade, da necessidade da razão própria... da incredulidade daquilo que não se é palpável.
É porque não é com você. Porque se fosse, você ia tá que nem eu por aí, errante, talvez, mas atrás de alguma coisa, de alguma esperança, do mínimo de uma gota de compreensão, de ajuda, de um olhar outro que não seja: coitada, ela tá louca. Se fosse você não sairia gritando impaciente e dizendo que é coisa da minha cabeça, até porque você saberia que seu grito só me assusta e piora tudo dentro de mim. Tá, é coisa da minha cabeça sim... mas, e quem disse que a gente manda nela o tempo todo?
É porque não é com você. Porque, graças à Deus, você tem o botão de ligar e desligar ao seu alcance. Mas comigo não. Me tiraram de perto do meu. Ou sei lá se fui eu mesma que me perdi dele, e agora, a única impressão que fica, como diz Caio Fernando Abreu, é que "voltar é quase impossível"...


As palavras de Mary definem bem o que eu queria dizer...
Camila Vieira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É hora de crescer...


Crescer dói.
Dói demais.
Demorei tanto pra me atentar à isso! Mas, o fato é que dói.
Dói porque a gente estica.
Dói porque a gente começa a bater a cabeça em algumas arestas da própria vida.
Dói porque, à medida que se cresce, a gente tem que vir pra fora, porque aqui dentro começa a ficar pequeno.
A gente começa a ter que aprender a alçar vôos, arregaçar as mangas e as calças e meter a mão na massa e os pés do chão.
Dói porque a gente começa a perceber que a dor que doía no Oriente Médio, no Vietnã ou sei lá aonde, bateu na porta do seu vizinho, e portanto está a um passo de bater na sua também.
Dói porque os curtos caminhos de flores que atravessamos, já ficaram pra trás, e voltar é impossível.
Dói mais ainda olhar pra frente e perceber que vai doer pisar naquelas pedrinhas pontiagudas, vai doer se deparar com alguns caminhos escuros, vai doer ter que passar por alguns trechos de joelhos, e vai sair sangue, e vai doer mais ainda ver o sangue escorrendo de mim e dos outros que estiverem passando comigo.
Dói, sabe?
Depois de certo tempo, passa o dia inteiro, a semana inteira, o mês inteiro doendo.
A gente até se acostuma com a tal. Até que venha outra maior e devore a menor. E quando aparece uma maior que a menor, a gente compara e até faz pouco, sorri com desdém... mas é dor; melhor deixá-la quieta, pequenina do jeito que é, pequenina como julgo eu. Ora aparece uma dor lancinante, ora uma dor mais amena, ora uma dor inconsciente, ora uma dor sem limites... Dores que nos roubam a felicidade por algum tempo ou dores que não conseguem furtar-nos os bons momentos. Ainda assim, não importa. Doem.
Crescer dói.
Dói porque à medida que a gente cresce nossas fragilidades começam a vazar, nossos limites começam a aparecer, nossa carne perde a capacidade de cicatrizar como outrora.
Dói porque agora, quase nada começa a passar despercebido.
Dói porque a partir de agora, a velocidade das coisas passa a ser exorbitante; e tudo passa pela gente, mas nem tudo a gente consegue agarrar.
Dói porque, você agora precisa decidir o que fazer, comer, beber, dizer; o que antes faziam por você.
Dói porque, você precisa escolher, ahh... e como doí escolher. As escolhas determinarão a sua vida, sua história, seu caminhar.
Dói porque, você acaba de descobrir que tudo esta errado e que agora é você que precisa organizar a bagunça.
Dói porque, dentre essas coisas que passam, tem coisa que acaba golpeando a gente... E aí, dói de novo...!
Crescer requer cuidado, preparo.
Requer aceitação, maturidade.
Crescer é doloroso.
Mas sei que é um processo necessário... é preciso ser provado no fogo. Ninguém prometeu que seria fácil.
Hoje, se eu bem soubesse (e pudesse), eu juro: acho que teria ficado quietinha na barriga da minha mãe...


Camila Vieira

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Atrite-se



Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado. Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência
e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor... Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR.
DEUS deu a cada um de nós essa capacidade, de AMAR... Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.

Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o AMOR.
E sem ele a VIDA não tem significado.


(Lindo!)



Camila vieira

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

(JC)


Você vai aprender, filho....
Que a intensidade pode roubar você de si mesmo.
Que é preciso leveza para se pertencer.
Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar.
Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos.
E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades.
Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado.
E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo.
Talvez você leve meia vida para isso. Talvez mais, como eu...
Mas até lá, olha que sorte: eu vou estar segurando a sua mão.
(JC)
Camila Vieira

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Desencontros


Como entender duas retas paralelas era a questão!
Retas paralelas são iguais...
Têm uma origem e um fim no infinito...
Mas nunca se encontram...
Nunca se cruzam...
Nunca formam laço...
Será que um dia ele terá aquele abraço?
Incrível ela ter se identificado assim com alguém
Mesmo vendo nele o espelho de suas ações
Mesmo assim, as ações dele eram contrárias as suas
Que em vez de aproximá-los os distanciava
A ponto de deixar nela só a lembrança
Mas que vida sem esperança...
E a saudade de tê-lo se transforma na dor da ausência
Que passava a proucurar sem achar
No fim de tudo ela saberia...
Passar por isso era a sua penitência.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Depende do ponto de vista

A opinião no ser humano é uma realidade de caráter pessoal e subjetivo, a qual expressa um determinado foco de visão a respeito de uma situação e um julgamento particularizado que brota de tal concepção. Isso nos remete a uma importante reflexão que nos leva a compreender cada pessoa em si como um aglomerado de conceitos, valores, crenças e percepções, que, muitas vezes se constituem como o que são devido às influências e tendências recebidas ao longo da vida.
Como diz o ditado: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto", é a compreensão da realidade a partir de um jeito de enxergar a vida, um jeito que muitas vezes pode portar excessos e ausências, influências e determinismos, os quais podem afugentar a verdade de tal percepção.

Diante disso, quando se caminha no território da emissão de juízos e opiniões, todo cuidado é pouco, pois, muitas vezes, o ser é acorrentado (tolhido de ser o que é) e oprimido por juízos repletos de inverdades, que têm a pretensão de existir como verdade absoluta.

É preciso compreender que "o meu jeito" de pensar não é o único nem o melhor, que a verdade não está toda comigo e que tenho sempre algo a aprender como outras pessoas. É doentia a pretensão de acreditar que nossa maneira de compreender as coisas tem de ser a regra para todos, pois, assim correremos o risco de não desejar o melhor para as pessoas, mas, de exigir que elas sejam do nosso jeito e vivam como nossas cópias.

Há quem creia que seus juízos – a respeito da vida e dos outros – sejam a única e absoluta verdade, assim como existe quem compreende que tem o direito de "vomitar" nos outros o que não gosta (ou melhor: o que não se encaixa na sua idéia do que seja a perfeição) em nome de uma falsa sinceridade... Pois há quem diga: "Eu falo o que penso a respeito dos outros, sou sincero..." Porém, a respeito disso lanço a seguinte reflexão:
Será que o que este pensa é a plena verdade?
Será que ele não deseja que o outro se torne escravo das suas concepções a respeito do que seja o certo?
Será que este se recorda de que – quando se fala o que se pensa – é preciso estar preparado para ouvir o que o outro pensa?
Nem todos nos vêem com bons olhos, nem por isso têm o direito de nos sufocar em seu "ponto de vista" a respeito do que seja o melhor, e isso, muitas vezes, em virtude de uma antipatia.
Existe uma grande diferença entre sinceridade e ausência de educação, pois, não se pode destruir alguém apenas porque não se identifica com o seu jeito de ser. Nem tudo o que eu não gosto no outro tenho de "despejar" sobre ele, pois, com certeza, também existem em mim coisas de que ele não gosta, e que talvez, por educação, não as verbalize.
A pessoa humana é sagrada, é obra-prima do Criador. É preciso entendê-las compreendendo-as a partir do que são, abrindo mão dos próprios conceitos e julgamentos para que elas possam existir livres de nossas conceituações.
Toda realidade conceituada é, de uma maneira ou de outra, aprisionada. É necessário libertar o ser humano para que – no território da liberdade, no qual o conceito é o amor e o respeito pelo ser – este possa acontecer em sua essência sendo o que é segundo o que Deus o fez, e não segundo o que os outros gostariam que fosse.
Para que a opinião e o conceito sejam libertação e não prisão, é preciso que nossa maneira de enxergar a vida e as pessoas esteja repleta de amor e compreensão, próprios e reais no olhar quando o coração se compreende fraco e também necessitado de um auxílio superior, de um Pai em comum que ama a todos e aceita a cada um sua verdade e fraqueza, fazendo-nos assim também amar e compreender.
Que o olhar seja ávido de crença no ser e que a vida se perpetue na esperança que nos leva a enxergar além das aparências. Essa, sem dúvida alguma, é uma rica e bela possibilidade para que a vida seja melhor.

Sem mais
Camila Vieira
fonte: Canção Nova - Formação - Adriano Zandoná.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

De volta...

“Pelo que vale, nunca é tarde demais. Ou no meu caso, cedo demais. Seja aquilo que quiser ser. Não há limites de tempo. Pode começar quando quiser. Pode mudar ou ficar na mesma. Não há regras para isso. Pode escolher o melhor ou o pior da vida. Espero que escolha o melhor da vida. Espero que veja coisas que a surpreenda. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes pontos de vista. E espero que viva uma vida da qual se orgulhe. E se pensar que é capaz, espero que tenha força "Para começar de novo". ”
(Trecho de uma das Narrativas de Benjamin )
Do filme - O curioso caso de Benjamin Button "ta certo que eu dormi um pouquinho no cinema, talvez eu não estivesse preparada para tanto tempo de filme assim mas o fato é que esse trecho marcou...


...Eu voltei, agora pra ficar...
Saudades de tudo isso aqui.

Camila Vieira =)